Previously on "O Vencedor":
"Vai me estuprar?"
"Vou?"
O Vencedor
Capítulo 15
"Meu cigarro é o perfume do mato", do hálito, o tom da voz, e até o corte asa delta me consumindo e eu já nem eu era mais.
Uma mão por dentro da minha blusa apertando nas minhas costas, a outra me puxando pela bunda, sobre o jeans do meu short. Eu sentia mais quente onde ele apertava, onde nossos calores se concentravam encontrados. Os olhos nos meus, ansiosos. Um menino pedindo um brinquedo. E como queiras, meu rei.
Só tive que fechar os olhos e ele tinha a resposta que queria. Não. Você não precisa me estuprar. Tá aqui. Pega.
“Não tem como, tem?” Tripudiou ao pé do ouvido e pude ouvir também o ruído do seus dentes grandes formando um sorriso. "Mesmo que eu quisesse. Mesmo que eu fizesse. Seria simplesmente impossível. Né?"
Você já ouviu falar em estupro consensual? Isso não existe.
Bem, sabe que eu até achava que não? Mas essa é uma história que eu vou te contar depois.
Assenti e, me esquecendo de quem eu era e de onde estava, deixei meus braços inocentes se fecharem ao redor do pescoço dele.
Ele sorriu malicioso. Me virou de costas. Fiquei de cara com a geladeira, apoiado nas palmas das mãos, preso. E não havia lugar no mundo onde eu quisesse estar mais. Ali, eu, de seringa na mão, a veia encontrada e mais uma dose. "Eu te bebo, eu te fumo."
Meu dono arriou meu short de grife e também sua calça. Rápido, com a destreza de um batedor de carteira. Cuspiu na mão, e o som de sua cuspida provocou um espasmo em mim. Ele riu, envaidecido. Besuntou meu cu, acomodou o cacete babado e o empurrou. Tornou a sair e a entrar e a repetir o processo. Eu fechei os olhos com força e queria trancar junto o esfíncter, mas tive medo de que doesse mais.
Maurício não conseguiu prender um gemido suspirado de satisfação que me embriagou os tímpanos e eu já não queria mais me trancar. Queria me deixar abrir. Não tinha sido um desses gemidos propositais de gente que gosta de fazer sexo pornô. Era um gemido que não era pra ter saído, desses que a gente sente vergonha de soltar porque é o animal em nós grunhindo. O nosso deleite estampado.
Ele me segurava forte pela cintura, sua barba, a crescer, arranhava no pescoço quando ele passava se movimentando, o pau me queimava em brasa o cu num ritmo nervoso. Toda minha carne ardia de Maurício, e também por ele. A vara me entrava e eu entrava nela, sentindo-a estocar a cabeça e escorregar o tronco todo até os pelos dele roçarem minha bunda. Então, saía, deixando só a pontinha ainda dentro e tornava a vir todo até o fundo, prevalecido, que eu sentia fisgar lá dentro.
Doía, mas já ia eu, começando a tentar me convencer de que gostava daquele jeito bruto pra passar pano quente na crueldade dele, quando vi que, de fato, eu gostava e, na verdade, tentava era me convencer de que me convencia de que eu gostava do que eu já gostava porque era melhor colocar nele a culpa que eu sentia por gostar de um jeito tão feio. Como eu disse: a gente tem vergonha quando o animal na gente grunhe.
"Vou abrir uma buceta aqui pra mim." Sussurrou baixinho com posse. Seus lábios se demoraram por um tempo. Não queriam ir embora da minha orelha, mas o orgulho do dono falava muito mais alto. "Vou deixar ele bem abertinho pro meu piru ficar entrando. Assim, ó."
Maurício metia como se eu fosse acabar e ele corresse o risco de ficar sem a qualquer momento. Eu puxei meu cabelo pra deixar meu pescoço nu, talvez ele se inspirasse a chegar mais perto de mim, me encostar sua boca, me morder, pelo menos. Mas nada houve nesse sentido. Ao menos pude receber na nuca o ar que ele não queria mais e jogava fora, me fazendo amolecer.
Ele ofegava, veloz, agora. Talvez por maldade, talvez apenas porque podia e ponto, me comia ininterruptamente, tirava e colocava tudo de vez. Meu cu já nem se dava ao trabalho de fechar quando ele saia. Ficou lá, como eu, aberto e pronto para o tráfego incansável do macho ao qual obedecia, dentro de mim, ao seu piru delicioso e farto.
“Isso que você queria tanto?” Ele pergunta depois de ter enfiado fundo e parado lá. A boca tão perto da minha orelha que o ar que lhe saía enquanto falava me arrepiava inteiro. “Sente minha pica dentro de você, sente. Tô todo lá dentro, olha." E rebolou parado, com a vara atolada no meu intestino. “Assim?” E estocou fundo e forte. E de novo. E de novo.
De sua garganta, vinha um som como que o de uma fera rosnando, e de dentes cerrados, me dizia que eu era dele, que eu era só dele e só podia ter ele dentro de mim.
"Você é minha propriedade." Ele disse, arfando, vibrando e pulsando, me inseminando a estocadas vigorosas. Se entrando mais em mim, me apertando, fechando os braços em volta do meu corpo, dele, só dele. Até que saiu, sem aviso, de uma vez.
A sensação de vazio, o vácuo, dentro de mim me fez perder o sentido das pernas por um instante. Me apoiei na geladeira, enquanto sentia a porra vazar e escorrer pela minha coxa. Era isso. Estava dado. Eu tinha servido e ele tinha gozado. Eu ia voltar pro meu infortúnio, a me sentir um lixo. Voltar à minha vida normal e insignificante até a hora em que ele resolvesse me chamar de novo.
"Peraí." Ele me disse com a mão nas minhas costas indicando que eu ficasse como estava.
Ele veio com papel toalha e me limpava as pernas, rindo.
"Pô. Você botou fora." Ele disse terminando de tirar o short jeans caído nos meus tornozelos, mas subiu minha cueca. "Vou ter que encher seu cu de novo."
Ele jogou o papel na lixeira e me segurou como se me desse uma gravata, me enfiou dois dedos e acariciou minhas entranhas meladas.
"Tem que ter sempre leitinho do Maurício no cuzinho do Abel daqui pra frente. Todo dia."
Não aguentei, me virei de frente pra ele e o agarrei pela nuca. Me abracei e me esfreguei nele e lhe cheirei o pescoço sofregamente. Inebriado e possuído. Sentindo na pele a umidade quente do suor em sua camisa.
"Enche de novo, Maurício." Choraminguei ao seu ouvido. "Enche de novo toda hora. Enche agora."
Ele puxou meu cabelo pra levantar meu rosto pra ele, me olhou bem no olho, astuto, lindo e malicioso, me cuspiu os lábios e lambeu, espalhando.
"Vamu lá pra cima." Sorriu, gotoso.
Catei o meu short e ele a garrafa dele. Maurício me fez subir na frente e dava tapas na minha bunda. A porta da sala se abriu. Só podia ser Sônia chegando.
"Vai." Corri escada acima, mas tenho certeza de que ela me viu.
"Pode parando aí mesmo." Ela disse alto com a voz enrolada. Eu teria dito que tranquei cu de susto, mas tudo o que fiz foi tentar trancar e parar a meio caminho pra evitar a dor. "Vem ajudar sua mãe." Ufa.
Olhei escondido e Sônia vinha sendo carregada por um homem desconhecido.
"E você quem é?" O alfa inquiria.
"Sou só o taxista." Ele disse em tom de quem não estava com paciência pra acessos de macheza de playboys da Zona Sul.
"Ela já pagou?"
"Já."
"Maurício, quem estava correndo na escada? Era Eliza? Essa garota não gosta de mim, eu sei. Ninguém, gosta. Você não gosta, nem ele gosta." Apontou pro taxista.
"Que isso, dona?"
"Boa noite." Maurício disse com frieza.
"Eliza fugiu pra não me ver que eu tô chata e bêbada." E fazendo uma voz esganiçada: "A lá, vem a bêbada pra encher o saco. Vou correr que eu não tô com paciência."
"Ela correu porque tava sem short, só de calcinha."
"Só de calci... Só de calcinha dentro da minha casa? Cadê ela? Cadê ela que eu vou falar que ela tá enganada. Muito enganada..."
"Não vai falar nada. Deixa ela em paz."
Ele ajudou a mãe pela escada, eu corri pra dentro do quarto. Fiquei à porta, ouvindo-os seguir e parar a cada vez que Sônia precisava apresentar um de seus chorosos monólogos de que ninguém a amava e que sua vida era uma ruína.
"Maurício, tá tudo bem aí?" Ouvi a voz da minha mãe.
"Tudo, Edite. Só exagerou de novo."
"Qualquer coisa, me chama."
"Tá bom. Você tá melhor?"
"Tô. Tô, sim, meu filho, 'brigada. Olha, você, por acaso, sabe de Abel?"
"Abel? É... Abel saiu com aquele cara, o gordinho, que te levou na emergência."
"Ah, tá bom. 'brigada."
"Eles crescem, Edite." Sônia se esforçou pra dizer. "Crescem e acabou. Vão embora. Vão viver a vida deles. Uns ingratos." Ouvi um tapa que devia ser dela em Maurício.
Não ouvi mais minha mãe. Maurício tratou de colocar a dele pra cima.
"Tá me batendo por causa de quê? Anda. Sobe."
"É o quê? Quer mandar em mim agora? Me deixa aqui. Aqui é minha casa. Aqui, ali, é tudo minha casa aqui dentro. O que que você quer mandar? Quem você pensa que é pra mandar alguma coisa? VOCÊ É NINGUÉM! TÁ ME ENTENDENDO. NINGUÉM."
"Mãe, vai tomar um banho."
"CALA A BOCA QUE QUEM MANDA SOU EU. EU SOU SUA MÃE. TÁ? SUA MÃE. SUA MÃE. SUA MÃE." Ela começou a chorar. "Sua mãe, meu filho, eu sou sua mãe." Ela o beijava, eu ouvia, beijos que estalavam alto na pele dele.
"Você é minha mãe, eu sei disso, mas precisa tomar um banho e dormir."
"Deixa, Maurício." A voz da minha mãe se aproximava. "Eu fico com ela."
"Edite é minha amiga." Morri de rir dentro do quarto. "Só ela que é minha amiga. Só tenho ela no mundo."
"Eu sou. Sou sim." Ela disse branda tomando as rédeas.
"Vou lá conferir o portão." Maurício disse.
Fiquei ouvindo minha mãe acalmar Sônia e a levar para seu quarto. Maurício voltou do portão e minha mãe ainda não tinha saído do quarto.
"Caralho." Ele disse quando fechou a porta. Não trazia a garrafa de whisky. Devia tê-la deixado pra lá, esquecido, morrendo de vontade de mim.
Ele estava bem suado. Eu queria lambê-lo todo, mas tinha um assunto pra resolver antes. Me aproximei dele, decidido, e lhe segurei pelo queixo. Ele pareceu surpreso.
"Quer dizer que eu sou Eliza?" Ele riu cafajeste.
"Queria que eu dissesse: 'não é Abel. Ele tá me esperando pra tomar leitinho no cu.'? Tive até que botar o gordinho no meio."
"Não fala assim dele."
"Como é que é?" Agora, ele que me segurava pelo queixo, pelo cabelo. Me puxava em direção à cama a despeito do que acontecia no outro quarto. Ele me jogou na cama com uma brutalidade comedida, encenada até.
Ficou nu, me olhando deitado de bruços, parado exatamente do jeito como caí. Me arrancou as roupas e me fez ficar de joelhos, o rosto no travesseiro. Empinado pra ele. Se ajoelhou atrás de mim e cuspiu, uma, duas, três vezes e socou o caralho dentro. Doía de novo, mas a dor começava a me dar prazer. Ele me puxou pra cima, de modo que fiquei como que no seu colo. Ambos ajoelhados. Seus braços em volta da minha cintura e o queixo por cima do meu ombro esquerdo.
"Vai defender o gordinho agora?" Zombava.
"Não fala mal dele." Eu dizia dividido entre querer defender Fernando e provocar Maurício, que socava com mais ímpeto.
"O gordinho tava feliz da vida que tava levando isso tudo aqui." Pelo menos ele me achava um "isso tudo".
"Não seja cruel."
"Para de defender esse gordo." O tom de voz indicava que a brincadeira tinha acabado. Maurício pontuou a frase áspera com uma estocada funda.
"Você me pertence." Vociferou e, com cinismo, se rebolava pra lá e pra cá dentro do meu cu. Metia fundo e forte, acabando de vez com qualquer das pregas que restasse. Eu estava totalmente aberto por ele. “Minha propriedade, entende?”
“Sim.”
“E o que que 'cê vai fazer amanhã?" Perguntou ríspido, como um professor que esperava a resposta correta depois de já ter ensinado.
"Não sei."
"Amanhã, você vai procurar esse carinha e dizer que ele pode tirar o cavalinho obeso dele da chuva porque você tem dono." Ele disse de traz do meu ouvido. Seu rosto não encostava em mim, mas estava tão perto que eu podia sentir o quase. A aflição nervosa da pele antecipando um atrito que não se dava.
"Você vai dizer pra Eliza também." Falei com audácia e rebolei engolindo-o mais pra dentro.
Ao que Maurício tomou meu cabelo com mais com força, puxando minha cabeça contra o seu ombro, meu pomo apontava agudo para o teto. O pau inteiro dentro de mim, buscando entrar ainda mais, e os dentes, ah, os dentes!, deslizavam lentos pelo lado do meu pescoço enquanto a boca sugava, como se ele me bebesse, como se eu tivesse seiva. Várias vezes, calmamente, escorregando as presas e sugando minha pele que já ia dolorindo. Eu tinha os olhos fechados, entregue. Me abrindo e me fechando, mordendo aquela carne que ele fazia pulsar bem lá dentro do meu cu enquanto me marcava.
"Eu expulsei o primo dela por causa de você. Você acha que ainda tem alguma Eliza?"
Do tempo em que permanecia naquela posição, já não sentia minhas pernas. Sentia o meu cu, eu sentia. O meu pescoço, o meu cabelo e tudo mais onde tocava Maurício, me tendo.
"Não tem mais ela, meu rei?" Foi a primeira vez que o tinha chamado de rei pra que ele ouvisse. Minha voz doce, meiga, não fingida, não ensaiada, mas a voz que eu guardava pra ele, a voz com que eu o chamava chorando quando ele não vinha. Ele gostou de ser o rei. Me fez deitar na cama sem tirar o pau de mim, pelo contrário, firmando mais ainda, fincando, como quem delimita um terreno com bandeirolas.
Deitou-se por cima, seu peso sobre meu corpo, seu domínio sobre meu espírito. Comendo o cu que era seu para que comesse.
Havia a dor e o prazer que eu encontrava na dor. Mas uma outra forma de prazer transcendia a todo o resto. Prazer muito mais profundo, que teria permanecido inconsciente se não fosse Maurício ali, com seu vigor e fúria, com sua ciência de que possuía.
Era mais forte que a dor e mesmo até que o desejo. Era o prazer de servir a algo muito maior do que eu, ou maior que Maurício até. Éramos falo e orifício apenas. Maurício dentro, buscando seu prazer nas minhas entranhas, sua respiração vacilante, a ferocidade com que me invadia, a dor que me arrebentava... Eu entendi.
O caolho invadiu minhas ideias com seu soneto de novo. Ele estava certo. Muito mais que certo. Preso por vontade, a quem mata, lealdade. Era servir a quem vence, o vencedor. Ao que vencer, serão dados a coroa de louros e o gozo eterno. Ia doer, não importava. Ia doer o quanto tivesse que doer. Ia cortar meus lábios e me tirar sangue. Ia magoar a carne onde ele apertava com violência.
Ele tinha vencido, o vencedor.
Quanto a mim, o vencido, o meu prazer – e o troféu que me restava pra erguer – era que eu cuidava que ganhava em me perder. Anulado, entregue e derrotado.
Era para aquilo, exatamente para aquilo, que eu existia. Pra estar ali, deitado com meu cu pro alto e entregue pra que ele se satisfizesse. Aberto. Eu estava aberto ao desejo de Maurício e isso era o prazer que transpunha a dor que eu sentia a cada vez que sua vara me escorregava pra dentro.
Ele como que brincava, sem pressa, mas metia fundo e com ímpeto, consciente de que machucava, e ele queria mais. Era o macho. Eu, o buraco servido à sua virilidade e ele queria meter. Metia obedecendo a um instinto maior do que ele mesmo. Um instinto gravado em seu DNA. Manifesto com tal urgência que, quando o piru me entrava, todas as conexões do meu corpo se ligavam e eu acendia como que finalmente servindo ao meu propósito maior na vida: atender às vontades daquele piru que me comia selvagemente. Servindo à realização de seu primitivo desejo de fecundar. Muito embora, não fosse fecundar a mim.
O corpo, porém, parecia não querer saber, estava todo envolvido no que conhecia como fecundar e era isso a que se dedicava, laboriosamente enfiado no meu cu que, exatamente como ele disse que faria, era, agora, uma buceta. A buceta que ele abriu pra ele, de trânsito livre, só fazendo engolir Maurício a cada vez que ele resolvesse se impor à entrada frouxa.
Teria dado uma bela cena de pornô caseiro. Maurício com os pés apoiados na cama, montando meu lombo. No close, o cacete serpenteando pra dentro, no pelo, no meu cu cuspido, todo melado, liso, escorregadio e deflorado.
“É meu esse cu? Meu pra ficar fudendo?”
“Só seu.”
“A hora que eu quiser?”
“Você sabe que sim. Tudo a hora que você quiser.” Não tinha porque fingir dignidade, ele já sabia bem que eu não tinha nenhuma. Ele também já sabia a resposta quando perguntou. Perguntou só porque gostava de ver sua força exercida. E já que ele gostava de provocar minha humilhação, tomei coragem pra rastejar um pouco mais: “Só não demora muito a querer, por favor.”
Acho realmente que minha humilhação o excitava, porque bastou eu falar, pra ele recomeçar a me foder feito um cachorro no cio e eu sentia sua rola me encher e me esvaziar, conforme ele subia e descia, de cócoras dentro de mim, me encher e me esvaziar até ser estocada no fundo, seguida dos espasmos do corpo de Maurício que me indicavam que ele estava me emprenhando de novo naquele momento.
O ápice dele dentro de mim me proporcionava um deleite muito maior do que eu sou capaz de colocar em palavras. Era dentro de mim que ele estava gozando, meter em mim lhe dava prazer e não importava o que eu pudesse vir a pensar sobre mim mesmo e sobre amar a mim mesmo primeiro, tudo o que importava era ser este lugar pra onde ele vinha gozar.
Ainda enfiado, Maurício deitou por cima de mim. Seu suor molhando minhas costas, seus cheiros eram como uma música boa de ouvir. Dessas que, antes que se dê conta, você começa a bater os pezinhos doido pra dançar.
Ele saiu de dento, me virou de frente pra ele e se acomodou em cima. Como era gostoso tê-lo ali. Fui tomado, por instinto, a acariciar as costas suadas do meu campeão que buscava descanso no meu colo-troféu. Eu passava meus dedos pelos cabelos lisos da nuca, raspados ao pente dois. Molhados de suor. Ele se arrepiava e tinha uns tiques engraçados, parecia até um gatinho recebendo carinho do dono. O ritmo de sua respiração ainda voltando ao normal, sua boca encostada no meu pescoço bem onde devia estar a marca que fizera havia pouco.
Se apoiou nas mãos e olhou pra mim. Parecia um anjo, olhando, assim, de baixo. Nos olhos, eu conseguia até ver bondade. Ele me olhava diferente, íntimo. Então, olhou pra minha boca.
Não quis mais se conter. Pisquei os olhos de susto, dada a violência de seu movimento. É o que acontece quando os muros de uma represa são rompidos. Eu estava sendo agarrado pra bem dentro dos braços dele, que, por baixo de mim, me apertavam dominantes.
A boca dele se abriu grande, e seus dentes se fecharam com doçura ao redor dos meus lábios, travando-os. Eu fechei meus olhos. Lembro que não porque quis, porque tivesse decido, mas porque desfalecia. Os dentes dele foram escorregando até se fecharem soltando meus lábios e então senti um estalo demorado e molhado. Maurício tinha me beijado.
E feito o animal que eu bem conhecia, deixou a língua invadir minha boca com canibalismo e me apertava contra si, como se precisasse me esmagar, como se precisasse me devorar. Eu não estava mais em mim. Minha alma ia livre, leve como nunca antes. Maurício estava fora de si. Não se importava em ser cruel, em me humilhar, em me controlar. Animal. Apenas animal.
Me mordeu o lábio inferior com força, feriu e sangrou, Maurício parou ao sentir o gosto de sangue. Pude ver seu lábio avermelhado de mim. Ele me olhou entrando em mim como fazia, sorriu ensandecido e sugou meu lábio onde o tinha ferido.
“É meu sangue.” Ele disse fazendo seus lábios dançarem grudados aos meus. “Minha boca.” E beijou como se demarcasse. “Meu Abel. Meu.” Como um gorila que batia nos peitos.
Ele abriu minhas pernas e, no instante seguinte, eu o tinha de volta às minhas entranhas. E sua boca, escavando a minha boca à procura de mais eu.
Continua...
Continua...
Até que enfim,um enlouquecido e esperado beijo..
ResponderEliminarAdorei.
R L.
próximo capítulo aaaaaaaa
ResponderEliminarEsse sem dúvida nenhuma foi o mais quente, eu ainda estou aqui sem acreditar que finalmente rolou.
ResponderEliminarVai ter mais contos
ResponderEliminarEspero que tenha adorei os contos quero mais e mais fiquei louco para acontecesse o tal beijo e acontece
ResponderEliminarAnsioso!
ResponderEliminarMeu Deus, super feliz que Abel tenha conseguido o que tanto esperava. Dessa vez você não pôs o nome continuidade, isso quer dizer que acabou a história? Ou vamos ter uma continuidade?
ResponderEliminarSim. Tem mais. Na correria, esqueci o "Continua...". Vou corrigir isso para os próximos que vierem. Hoje não vou conseguir postar um capítulo, mas amanhã, eu volto.
EliminarSe ja tiver acabado, posta pra nós mais contos. Por favor. Super apoio você como escritor.
ResponderEliminarObrigado. Vou precisar desse apoio. Assim que terminar, conto pra vocês histórias aqui do presídio e outras que meu tempo livre está criando.
EliminarNossa estou amando tudo isso perfeito demais cara... Parabéns por esse conto MARAVILHOSOOOOOOOO...
ResponderEliminarMuito obrigado. ;)
EliminarComo nn se arrepiar com tudo isso ?! A leitura nos faz transportar e tentar imaginar cada segundo da cena. O beijo daquele que o martirizava foi o desencadear de todo peso, que por muitas noites chorava a espera de seu Rei. Abel, tudo fica mais fácil quando deixamos as amarras pra trás e damos um sim a tudo que é bom. Maurício se livrou de suas amarras e se entregou a seu servo fiel. Afinal, era só vocês, existia apenas o Amor avassalador pressente no ato, manifesto de todos os outros sentimentos e emoções. Ansiosíssimo pela próxima postagem!Entendemos como é difícil ai, mas nn nos deixe sem o doce e amargo alimento que nos desliga de tudo a nossa volta. Você Lacrou nossp coração aqui!
ResponderEliminarPuxa vida. Obrigado mesmo. Comentários como esse é que me fazem ter forças pra voltar e continuar.
EliminarCreio que nao acabou, ai nao foi vai ter continuação pq ele foi preso ?
ResponderEliminarComo assim foi preso???
EliminarÉ. Não acabou. Só tinha esquecido o "Continua...".
EliminarSim. Eu fui preso. Estou preso agorinha mesmo, mas sabe como é, celulares passam de vez em sempre...
Eu acredito que ainda não foi o fim, ou estou enganada?
ResponderEliminarAguardo ansiosa...R L.
Ainda não. rs
Eliminarvai posta mais, pfvvv
ResponderEliminar;)
EliminarGente o que foi isso... Um beijo... O BEIJO né, Abel, parabéns moço esse foi o primeiro passo que Maurício deu pra começar a te amar de verdade... Você vai ser feliz com ele tenho total firmeza isso ❤️
ResponderEliminarQuanto leio a história, fico cantarolando "Prisoner", da Mariah. Não sei porquê...
ResponderEliminarAcho que eu sei. Porque ela tem tudo a ver comigo. rs Eu não conhecia essa dela. Fui procurar. Nunca fui grande fã da Mariah, só curti seus hits badalados da era diva. E essa música tem tudo a ver mesmo.
EliminarAbel meu lindo kd você?
ResponderEliminarPorque favor não some.....
R L
Tô aqui. rs
EliminarMEU DEUS, FINALMENTE!!!!1 <3
ResponderEliminarAleluia!
EliminarAbel seu lindoooo, cadê tu menino ?
ResponderEliminarNão vou sumir. Devagar, mas venho.
EliminarAbel, Abel. Não consegui dormir ontem antes de ler todos os capítulos.
ResponderEliminarPublique logo o próximo por favor.
E não pare nunca de escrever.
Hehehe. Eu também já perdi muitas noites de sono nesse história.
EliminarNão paro não. Tenho muito a contar.
AAAAAAAAAAAAA Tenho nem palavras pra esse hino <3
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